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ENERGIA E ACEITAR O PASSADO

Quando o passado nos marca profundamente e nos ancora naquilo que está lá, é provável que esteja relacionado com adaptações reativas e inadequadas. Esses comportamentos e formas de pensar afetam negativamente os resultados de hoje, sobretudo pelo fato de não se aceitar os acontecimentos que já se foram. A aceitação permite um distanciamento, e este pode promover a reestruturação comportamental futura.

Explicando: ao perceber que não somos (e não fazemos mais parte do) o passado, e que a análise destes acontecimentos tem nos prejudicado, ficamos numa posição favorável para termos consciência que podemos seguir em frente. Temos consciência de que é possível olhar o futuro sem as amarras do passado. Mas de que forma? Como é possível não continuar amargurado, ressentido e impotente?

No momento exato em que perceber que o comportamento que tem atualmente está, na verdade, preso a condicionamentos do passado, faça, a si mesmo, algumas perguntas:

O que posso fazer para voltar a ter confiança em mim mesmo?

O que posso fazer para não ser mais rancoroso?

O que posso fazer para voltar a ter confiança nos outros?

O que posso fazer para recuperar minha auto-estima?

O resultado de não se deixar retornar ao passado, pode roubar-lhe oportunidades para realizar o que pode estar ao seu alcance. Se as insatisfações e traumas do passado deixaram um vazio na sua vida, o momento presente é a chance que você tem de buscar o que pode preencher esse vazio. Se, atualmente, você está carente por conta da falta de realizações do passado, você pode ter a tendência para ser menos proativo na busca de novas fontes de amor e apoio que, de outra forma, você buscaria.

Aceite os acontecimentos de hoje e reenergize-se sabendo que pode atuar – hoje – sem estar preso aos condicionamentos do passado. Não fique mais agarrado ao buraco afetivo provocado pelo passado e permita-se acreditar que consegue fazer coisas que possam contribuir para a sua satisfação e da sua vida.

PASSADO: NÃO FIQUE PRESO NELE

Reviver o passado – aquele que dói – pode ser péssimo para a saúde emocional de agora. Ruminar a respeito de um passado negativo, que gerou dor física ou emocional, pode conduzir a pessoa a lamentações nada saudáveis, que também nada contribuem para o bem-estar e a felicidade de hoje.
Se você costuma refletir sobre o seu passado, e isso te traz sentimentos de raiva, culpa, ressentimento, vergonha, tristeza, angústia, medo, certamente, este processo é pouco produtivo e ainda mais dolorido do que já foi.
Você já deve ter percebido que esse retorno ao passado lhe é prejudicial; no entanto, por outro lado, não consegue evitá-lo. Em um estado de ressentimento, aflição, e preso aos acontecimentos do passado, a tendência é a estagnação, a prisão ao passado (que não volta) e, sem conseguir avançar e progredir em direção a soluções adaptativas e positivas para a sua vida.

Além disso tudo, retornar ao passado para reviver e avivar memórias de insatisfações e tristezas nos conduzem a preocupações e pensamentos negativos acerca destes acontecimento. Isso pode gerar autocrítica, lamentações, remorsos e até angustias. Usa-se a energia mental para algo não saudável, para crenças incapacitantes. Neste cenário, você se vê consumido pelo passado-pesado, sentindo e revivendo emoções inúteis. Passado pesado é, tal como uma âncora, amarada às ações do hoje, com pensamentos e sentimentos que o impedem de se mover livre em direção a uma vida próspera e feliz.

OLHAR PARA SI DE FORMA REALISTA E HONESTA

É preciso ter um olhar realista, honesto e corajoso sobre si mesmo, para que a consciência venha à tona e você perceba e conheça as suas formas de sentir, pensar e agir. Não se constrói nada sendo antipático, hostil, desagradável, agressivo, negativo e raivoso porque a nossa vida não está do jeito que gostaríamos que ela estivesse. É comum, nestes casos, também, enveredar por maus hábitos. Estes comportamentos não ajudam em nada. Precisamos nos perguntar: “Como vão as coisas, de verdade?”. E, perguntando isso para si mesmo, estaremos praticando a autoconsciência construtiva. Estaremos olhando e analisando, explorando e conversando com outras pessoas, a fim de estarmos totalmente conscientes de quem somos do que estamos fazendo.

Quando algo em nossa vida não está funcionando, essa consciência pode trazer a mudança. A partir de então, portanto, deixaremos de ser reativos e passaremos a ser ativos.

Só assim, antecipadamente, conseguiremos prever as conseqüências e, em consciência, escolher que ação será melhor de ser tomada. E, claro, as coisas, gradativamente, vão melhorando, já que teremos tomado consciência das ações anteriores e saberemos lidar com o estresse e tensões, construindo um padrão mental positivo e de mudança, que facilitará a nossa adaptação à vida.

Com a autoconsciência aumentada, as chances de ser feliz e saudável se expandem.

A consciência é uma forma verdadeiramente eficaz para gerar mudanças positivas nas nossas vidas. É uma ferramenta que todos possuímos e que é muito construtiva e poderosa e que podemos utilizar para ganhar mais controle e conhecimento sobre nós mesmos e, com isso, termos bem-estar e felicidade.

CONSCIÊNCIA: É O QUE PRECISAMOS PARA MUDAR OS COMPORTAMENTOS

A consciência é a única chave que pode ajudá-lo a mudar seus comportamentos indesejados.

Tornar-se consciente do que se faz, e da forma com o que se pensa e sente facilita a descoberta de velhos e novos comportamentos. Sem estarmos cônscios de que temos a possibilidade de mediar as nossas ações através da nossa consciência, e não de apenas agir no piloto automático, correndo o risco de sermos reféns de nós mesmos, e não sentirmos o impacto de nossas palavras e conseqüências dos nossos atos para com os outros e para conosco. Tendemos a agir de acordo com aquilo que sentimos e que nos passa na mente, assumindo (justificando) que tem que ser assim, e que somos assim.

A consciência, portanto, é fundamental para sermos bem sucedidos, para progredirmos e sermos felizes, porque mudaremos porque queremos, e porque estaremos ativos – e conscientes – da e na mudança.